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TSE se reúne com plataformas digitais em combate a fake news

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TSE se reúne com plataformas digitais em combate a fake news durante o período eleitoral.

O ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), se reuniu nesta quarta-feira (19) em Brasília com representantes de diversas plataformas digitais para discutir o combate a fake news nas eleições deste ano.

Representantes da Meta (Facebook, Instagram e WhatsApp), Twitter, Tik Tok, Kwai, LinkedIn, Google e YouTube participaram do encontro. Não houve representante da rede social Telegram presente na reunião.

Este não é o primeiro encontro que visa reduzir a disseminação de desinformação pelas redes sociais. Em fevereiro deste ano, ainda sob a presidência do ministro Luís Roberto Barroso, o TSE firmou uma parceria com diversas redes sociais para combater a disseminação de fake news.

Inicialmente, fizeram parte do acordo Twitter, TikTok, Facebook, WhatsApp, Google, Instagram, YouTube e Kwai. Três meses depois, em maio, o tribunal também fechou parceria com o Telegram.

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Pelo acordo, as plataformas se comprometeram a desenvolver filtragens para identificar informação enganosa e remover o conteúdo que violar as regras.

As plataformas também se comprometeram a desenvolver ações que levassem informações oficiais sobre o processo eleitoral aos usuários.

A parceria não envolveu recursos financeiros, não gerou custos para o TSE e fez parte do Programa de Enfrentamento à Desinformação do tribunal.

O uso das fake news nas campanhas eleitorais tem sido comum e inclusive método por parte de candidatos que querem através de mentiras persuadir o eleitorado, demonizando adversários políticos e mitificando outros, tornando desiguais as campanhas eleitorais.

O que pensa o Jornal?

É de extrema importância a continuidade dos esforços por parte das empresas e dos poderes competentes no combate a desinformação que visa única e exclusivamente corroer e desacreditar as instituições sérias, científicas e democráticas.

As Fake news são criminosas por terem o único intuito de desinformar e confundir a população. Vimos esse processo sórdido em plena pandemia, quando diversas fake news circulavam nas redes sociais para desacreditar, desinformar e prejudicar as campanhas pró vacina e vida.

Ficou nítido que as fake news foram utilizadas para combater as medidas sanitárias, que visavam proteger e diminuir a possibilidade de propagação do vírus.

Na época, as medidas sanitárias eram os únicos meios conhecidos para o combate a pandemia enquanto não se produzia uma vacina.

Jair Bolsonaro foi contra as medidas sanitárias, pois para ele tais medidas prejudicariam a economia momentaneamente e assim causariam danos eleitorais ao seu plano de reeleição. O presidente inclusive foi e é um dos maiores propagadores de fake news.

Todos se lembram do período e é importante refletirmos a nocividade da desinformação programada e intencional. Milhares de vidas poderiam ter sido poupadas, mas infelizmente esse fenômeno fake news inibiu e confundiu o processo de comunicação das informações corretas e o combate eficaz a pandemia.

O poder público tem a obrigação e o dever de combater esse malefício e para isso é necessário uma atualização legislativa, pois com o avanço das tecnologias, as maneiras de propagação de fake news avançaram, mas a legislação não.

A parceria poder público privado é algo louvável para solucionar este novo problema social. A criação de uma legislação que vise criminalizar a disseminação de fake news é necessária.

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