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Temple of the Dog, um marco no cenário grunge

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Temple of the Dog: O supergrupo do início dos anos 90 comemora 31 anos do lançamento do seu primeiro e único álbum.

Temple of the Dog lançou seu primeiro e único álbum em 16 de Abril de 1991. O supergrupo foi formado por dois membros do Soundgarden, o vocalista Chris Cornell e o baterista Matt Cameron; dois ex-membros do Mother Love Bone, o guitarrista Stone Gossard e o baixista Jeff Ament; além do guitarrista Mike McCready Eddie Vedder, que fez vocais de apoio.

Naquela época, Vedder, McCready, Ament e Gossard ainda davam os primeiros passos com o Pearl Jam.

O objetivo do disco homônimo era homenagear Andrew Wood, vocalista de uma das pioneiras bandas do grunge, Mother Love Bone, que havia morrido no início de 1990.

Uma curiosidade sobre o álbum do supergrupo é que ele não fez o sucesso esperado assim que lançado em 1991.

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O sucesso veio apenas em 1992, com o sucesso dos álbuns de Nirvana e Pearl Jam e do single “Outshine” da Soundgarden.

A partir do lançamento de Ten de Pearl Jam, a mídia começou a dar atenção maior para o projeto Temple of the Dog e os singles “Hunger Strike”, “Say Hello 2 Heaven”, “Pushin Forward Back” e “Reach Down”, que se tornaram marcas de um novo e forte movimento que se formava.

A A&M reeditou o álbum, sem quaisquer alterações, por sua vez aplicadas em uma nova versão do vídeo para “Hunger Strike”, justamente a faixa em que ocorre o dueto de Chris Cornell e Eddie Vedder nos vocais.

Temple Of the Dog – Hunger Strike

O resultado: Temple of the Dog tornou-se um dos 100 discos mais vendidos em 1992 nos Estados Unidos, mesmo ano em que foi lançado no Brasil.

Em uma breve análise sobre a qualidade sonora que o disco oferece é a notória percepção de algo novo até então no cenário musical.

O que escutamos em Temple of the Dog é algo variado, em andamentos e gêneros, que incorpora ou flerta com todas as influências que formam o grunge.

Mas chama a atenção a presença importante de algo: Trata-se do blues. Influência que se insinua em “Say Hello to Heaven” e aparece escancarado em “Call me a Dog”, “Times of Trouble” (que tem um solo de gaita) e “Four Walled World” (com slide guitar). “Wooden Jesus” tem uma pegada folk, reforçada por um banjo, e o álbum se encerra com a acústica “All Night Thing”, embalada por um órgão e um piano.

A volta e o fim de uma história

Depois de acabar em 1992, quando cada membro seguiu seu rumo em suas próprias bandas, o grupo voltou à ativa em 2016 para uma turnê comemorativa de 25 anos do disco com shows pontuais pelos Estados Unidos.

A banda ainda disponibilizou uma versão Delux do álbum com demos inéditas e outtakes de estúdio como bônus, além de um vídeo com uma nova mixagem do clássico “Hunger Strike”.

Chris Cornell, ouvido na ocasião pela Rolling Stone, revelou que seria interessante registrar um segundo álbum da banda, mas isso seria algo bastante trabalhoso. “Teria que ser um material realmente muito bom, mas sem a necessidade de tentar superar o primeiro disco”, comentou o saudoso vocalista.

Infelizmente, no ano seguinte Cornell cometeu suicídio, dando fim a qualquer chance de uma nova reunião da banda e deixando milhões de admiradores de seu talento musical desolados.

Ouça o álbum histórico de Temple Of the Dog que foi um marco cultural no rock dos anos 90.

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