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Teich confirma crime de Bolsonaro

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O ex-ministro da Saúde, Nelson Teich durante depoimento corrobora que saiu da pasta pois não concordava com política que Bolsonaro implementou. A fala de Teich confirma o crime cometido por Bolsonaro.

O segundo dia de depoimentos na CPI da Covid foi marcado pelo depoimento do ex-ministro da Saúde, Nelson Teich que ocupou o cargo por cerca de um mês e deixou a pasta por não comungar das ideias de Jair Bolsonaro.

Nelson Teich tem o perfil técnico e assumiu a pasta com a convicção de que iria implementar uma política eficaz no combate ao coronavirus.

Pobre dele, não sabia a enrascada que havia se enfiado acreditando de maneira ilusória que Bolsonaro seria alguém ético e consciente.

Fantasias a parte, Teich em seu depoimento confirma o que todos já sabem: Bolsonaro quis a todo custo jogar cloroquina na população, mesmo sabendo que o medicamento não tem eficácia contra a Covid. Resta saber o porquê.

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Nelson Teich durante seu depoimento à CPI da Pandemia, confirma que o presidente Jair Bolsonaro, ao receitar a cloroquina, comete um crime previsto no artigo 132 do Código Penal (“expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto e iminente”).

Usada para a malária, moléstia para qual foi desenvolvida na década de 70, a cloroquina é ineficaz contra o coronavírus e tem efeitos colaterais que podem levar à morte ou a complicações cardíacas. Apesar de todas as evidências científicas e comprovações de que o remédio é ineficaz contra Covid, Bolsonaro reitera o crime nos dias de hoje e ainda- pasmem- recomenda o uso do remédio. A fala de Teich é prova do crime presidencial.

Indagado pelo relator Renan Calheiros (PMDB-AL) por que deixou o ministério após 29 dias, respondeu que se deveu ao “pedido específico [de Bolsonaro] pela ampliação do uso da cloroquina”. Segundo Teich, ele percebeu que “não teria autonomia necessária para conduzir da forma mais correta”.

A escolha por Teich no cargo

Teich não foi escolhido por ser técnico, mas sim por não ter capacidade de se opor ao presidente nos mandos e desmandos. Bolsonaro sempre quis um ministro de fachada, fake, como ele bem gosta.

Teich ao perceber que tinha entrado nesse buraco sem fundo pediu pra sair, ficou menos de um mês na pasta. Teich disse durante seu depoimento que divergencias sobre o combate ao coronavirus o fizeram deixar a pasta. O ex-ministro, técnico, propos A e Bolsonaro, palpiteiro, mal intencionado e fantasioso propôs Z – pra deixar bem distante mesmo as condutas, assim como as letras no alfabeto.

Tanto se confirma a tese que Bolsonaro queria alguém de fachada que de imediato colocou Pazuello na vaga, pra jogar a pá de cal. Um manda e outro obedece.

Crime de improbidade administrativa

Teich foi ministro por um curto período, entre 17 de abril e 15 de maio de 2020. Ele revelou que, nessa época, não sabia que o Exército ampliara sua produção de cloroquina nem que o medicamento estava sendo distribuído a populações indígenas. Ou seja, havia medidas que eram tomadas sem que fosse consultado e informado.

O governo aumentou a distribuição de cloroquina e a produção da mesma. A ordem do presidente Jair Bolsonaro para aumentar a produção de cloroquina configura improbidade administrativa e o mandatário sabia disso.

Realizar gastos públicos relevantes com medicamentos, como a cloroquina, sem aval científico configura improbidade administrativa.

O parecer dentro do Ministério da Saúde tem que passar pela Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde), e nem Nelson Teich, nem Mandetta aprovavam o uso do medicamento. O medicamento não passaria pelo aval técnico do comitê, pois não existem evidências científicas para tal indicação, muito pelo contrário, existem contra indicações. Esses gastos realizados com ordem de Bolsonaro foram feitos sem passar pela aprovação.

Na mesma linha do ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, as falas de Teich são mais provas dos crimes comuns e de responsabilidade ao longo da pandemia que Jair Bolsonaro insitiu e ainda insiste em cometer.

Mandetta e Teich ajudaram a Comissão Parlamentar de Inquérito a documentar as condutas de Bolsonaro ao implementar uma estratégia negligente e homicida na pandemia e que resultou na morte de mais de 410 mil pessoas.

Esses pontos são importantíssimos e já seriam suficientes para criminalizar o presidente, mas existem outros pontos que ainda serão debatidos na CPI e que ao meu ver foram mais cruciais ainda para a chacina. Minimizar a gravidade do vírus, negar a compra de vacinas, insuflar aglomerações, menosprezar e descumprir medidas sanitárias e influenciar a população a descumpri-las é algo criminoso, ainda mais quando a intenção disso é em nome de um falso dilema econômico, já desmistificado.

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Em nome de um projeto de reeleição, que dependia da promessa de uma economia pujante (tsc tsc) , que antes da Pandemia já demonstrava ser fajuta e que hoje é deprimente, Bolsonaro jogou a população para a morte em nome de uma fantasia sua. Genocida.

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