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Será que ninguém percebe?

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Será que ninguém percebe?

Estamos em um momento crucial em que os nossos atos vão nortear a tragédia. Estamos assinando nosso atestado de óbito.

Alguns governadores começam a cogitar o Lockdown de maneira correta, porém atrasada.

Após divulgação de recente estudo e dos dados que comprovam a explosão de casos e mortes por conta da Covid-19 na ultima semana e a previsão de que até domingo poderemos alcançar os 10mil mortos, caso os números mantenham-se nos atuais níveis, claro que sem somar à equação a subnotificação, que em alguns estados chega a 15 vezes os números oficiais.

Os dados são assustadores e podem piorar devido o afrouxamento e o desdém que parte da população vem adotando com o vírus.

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Caíram as taxas de isolamento.
O número é de 48% de aderência ao isolamento social nesta Quarta-Feira (29) na cidade de São Paulo.

A desigualdade social é o fator decisivo entre as mortes em São Paulo e a periferia de SP sofre com o avanço da doença. Esses são os dados de mortes nas periferias da cidade de São Paulo: Brasilandia (81), Cidade Tiradentes (51), São Mateus (58) Sapopemba (77), Sacomã (50), Capão Redondo (46), Freguesia do Ó (47), Cachoeirinha (50).

Enquanto o Ministro da Saúde e o Governo federal não demonstram uma postura firme e não determinam nada, os Governadores terão que tomar as decisões independentes. Salve-se quem puder!

As diversas demonstrações de desdém do presidente com os mortos e os péssimos exemplos que ele dá são catastróficos e criminosos. Deve ser responsabilizado. O exemplo arrasta (como a caserna costuma dizer) e ele dá exemplo dos quais não precisamos.

Enquanto o mundo se une contra o vírus, temos um presidente que parece uma criança mimada e insiste em criar brigas e tomar decisões irracionais, ilegais e políticas: “A bola é minha e ninguém brinca”.

Não bastasse as asneiras e groselhas por ele balbuciadas, ele vende cargos pontuais ao Centrão para se salvar e afronta os poderes judiciários e legislativos. Um desfavor, como sempre foi desde deputado, insisto!

A última nova é a pressão de Jair Bolsonaro para a Receita Federal (que reluta) perdoar dividas de igrejas evangélicas. Apenas a igreja de R.R Soares deve cerca de R$144 milhões. Vale relembrar a vontade de Bolsonaro em torná-las como atividades essenciais. Qual o interesse? Questionamentos que devem ser feitos.

Faltam-me palavras para demonstrar indignação.

Renan Aversani

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