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São Paulo, um oasis em meio ao deserto?

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O Governador de São Paulo João Dória e sua equipe de contingência da Covid anunciaram novas medidas de isolamento no processo de gestão da Pandemia no estado de São Paulo. O Governo batizou o processo de “retomada consciente”. O anúncio foi feito durante a coletiva de imprensa desta quarta-feira (27), no Palácio dos Bandeirantes.

Não é de hoje que o Governo do Estado de São Paulo vem tomando medidas baseadas em ciência, dados, medicina e voltadas na preservação da vida, como gosta de enfatizar Dória. Com um discurso coeso e coerente com os órgãos de saúde, São Paulo se mostra um  pequeno oasis em meio a um deserto chamado Brasil, repleto de desorganização, omissão e negacionismo, que vai sofrer ainda mais com a Covid na medida em que ela avança.

Tal medida foi tomada em meio a expansão da doença, do número de casos e mortes no país. A interiorização da Pandemia no Brasil. São Paulo, embora  epicentro da doença, demonstra através dos números que as medidas de isolamento adotadas achataram os números da Covid.

A quarentena foi decretada no estado em 24 de março e renovada por três vezes até 31 de maio. Segundo Doria, a adoção da medida foi capaz de salvar 65 mil vidas. E segundo os dados, sem o isolamento, São Paulo estaria com cerca de 1milhão de casos. Hoje o número de casos no estado é de 84 mil.

No início da Pandemia no país, São Paulo representava 68% dos óbitos no Brasil, hoje esse número é de 26%. Uma redução bastante acentuada, graças ao isolamento social, embora feito de maneira meia boca por parte da população, por diversos motivos já listados em posts anteriores do Blog.

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Um pequeno Oasis?

A partir do dia 1 de Junho, será realizada de maneira organizada a reabertura no Estado. O Estado foi dividido em cinco zonas de risco e dependerá da colaboração da população e da análise diária dos dados. Segundo Dória, caso não forem respeitadas as medidas, esse afrouxamento será revogado.

“A partir do dia 1º de junho, por mais 15 dias, manteremos a quarentena, e também retomaremos as atividades econômicas no estado de São Paulo”, afirmou o Governador em coletiva.

A reabertura vai acontecer primeiro nas cidades que possuem redução de casos de contaminação pela Covid-19, e que tenham leitos disponíveis na rede de saúde pública.

São Paulo, um oasis em meio ao deserto?
📷 Governo de São Paulo/Divulgação

O Estado foi dividido em cinco zonas de risco representada por cores. Vermelho, laranja, amarelo, verde e azul. A cor de cada região do mapa é determinada por critérios, entre eles: taxa de ocupação de UTIs e total de leitos a cada 100 mil habitantes, tais indicadores são avaliados junto aos dados de mortes, casos e internações por Covid-19.

A região metropolitana e litoral ainda se encontram em vermelho e se enquadram na fase 1 e as medidas de restrição serão mantidas ou até ampliadas.

A capital paulista e outras regioes estão em laranja e entrarão na fase 2, que vai contar com reabertura de alguns setores (vide imagem abaixo). Tais reaberturas dependerão de planos apresentados pelos setores e a avaliação dos dados que serão diariamente analisados.

Gráfico representa os setores e as fases determinadas pelo Governo, vinculando qual setor estará incluso nas fases. 📷 Governo do Estado de São Paulo/ divulgação

A regiões serão avaliadas periodicamente de acordo com os indicadores de saúde, verificando se cumprem os critérios para avançarem a uma fase de maior relaxamento a cada 14 dias ou voltar para uma fase mais restrita a cada 7 dias.

Fica nítida a pressão sofrida pelo governo estadual por parte de setores da economia. Muitos especialistas acharam precipitadas as medidas, visto o número crescente da doença no país e no estado com o vírus se espalhando pelo interior e com as periferias, que sofrem com a falta de leitos na rede pública. Reabrir shoppings é colocar o trabalhador da periferia em zona de risco e propagar uma segunda onda de contaminação, agravando ainda mais a situação.

Vamos acompanhar como se dará a colaboração da população e se teremos continuidade ou não deste plano traçado. Tão importante quanto o plano, a adesão e conscientização da população é vital, além do acompanhamento de perto dos dados para que possamos ter continuidade e possamos respirar em meio à Pandemia que assola o mundo.

Renan Aversani

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1 comentário
  1. […] A reabertura será feita conforme analise dos dados atualizados e captados pelo sistema de acompanhamento do número de casos, leitos disponíveis e taxa de mortes. A flexibilização necessitará de um plano apresentado pelos setores que estão incluídos nas fases de reabertura. Confira como funcionará. […]

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