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O Norte pede socorro

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A situação dos estados do Norte do Brasil está insustentável. Hospitais já não dão mais conta de atender a todos. O Estado de Amazonas vive literalmente um estado de calamidade.

A situação dos hospitais em Amazonas já não era boa, com falta de insumos, médicos e infraestruturas. A chegada da Covid colapsou de vez um sistema já frágil.

Dentre os hospitais, o Hospital Platão Araújo, principal hospital do Estado.

Relatos médicos dizem que é impossível separar os pacientes com o novo coronavirus dos demais, que ficam tumultuados em salas improvisadas. A sobrecarga nos profissionais é desumana; cada médico fica responsável por cerca de trinta pacientes, enfermeiros trabalham sem EPI’s necessários, pois se paramentar é impossível. Esses relatos são ouvidos também em diversos hospitais do Estado.

O Norte pede socorro

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Situação é alarmante para os profissionais que além de tratar dos enfermos e se colocarem em risco diário ( Setenta e seis médicos do Amazonas estão contaminados e quatro mortos pela COVID-19, segundo dados da Fundação de Vigilância em Saúde). Se Incluirmos enfermeiros e técnicos, há 506 casos confirmados e 11 mortos em decorrência da doença. Os guerreiros da saúde além de todos esses problemas, precisam acalmar as famílias que não conseguem informações de parentes.

Segundo a secretaria de saúde do Amazonas, é necessário contratar mais de 300 médicos para suprir a necessidade dos atendimentos. O sistema hospitalar estadual que possui capacidade de pouco mais de cinco mil leitos na rede pública, tem hoje taxa de ocupação dos leitos entre 95 a 97%.

O sistema funerário sofre as consequências do sistema de saúde colapsado. Faltam profissionais, valas comunitárias foram abertas. O Sindicato das Empresas Funerárias do Estado do Amazonas (Sefeam), diz que antes da pandemia Manaus tinha em média trinta enterros diários e hoje a média triplicou e são quase 100 enterros diários. Já existem relatos de pessoas que não conseguem destinar seus entes falecidos aos IML’s e órgãos responsáveis e deixam os corpos em casa. Situação parecida com a que foi vista em Guayaquil.

O que diz o Governo Federal?

Em nota, o ministério da saúde diz que já enviou R$ 68,5 milhões diretamente ao estado e aos municípios. “Para fortalecer a rede de saúde pública local, o Ministério da Saúde já repassou R$ 68,5 milhões diretamente para o estado e município, além do envio de 1,2 milhão de Equipamentos de Proteção Individual, 55 respiradores, 40.768 testes RT-PCR e 46.560 testes rápidos. Além disso, enviou 29 profissionais de saúde sendo 8 médicos, 19 enfermeiros e 2 fisioterapeutas voluntários da Força Nacional do SUS. Também abriu cadastro para profissionais das 14 áreas da saúde que possam reforçar o combate à COVID-19 no país, sendo que as primeiras equipes devem ser direcionadas para o estado do Amazonas”.

“Para o Governo somos apenas índios”

Esse é o sentimento das comunidades indígenas que já são vítimas da Covid-19. Mais de 81 mil índios estão em situação de vulnerabilidade crítica, caso a pandemia de Covid-19 chegue às suas regiões. Números de mortes confirmadas por Coronavírus entre os indígenas até último levantamento da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) era de 16 vítimas.

Bolsonaro não esconde de ninguém a sua postura racista e com os índios não é diferente. Além das falas preconceituosas suas atitudes buscam, claramente, retirar direitos desses que são os primeiros habitantes de nosso País. Para ele o que importa são as terras que ocupam e que para lucro de grupos apoiadores, precisam ser “colonizadas”.

Vale relembrar episódios anteriores do presidente Bolsonaro:

– “É muita terra para pouco índio”; “São condenados a viver como homens pré-histórico dentro do nosso próprio país e que isso precisa mudar”; “Cada vez mais, o índio é um ser humano igual a nós”. Entre outras falas…

A situação é caótica e precisa ser assistida com muito mais prioridade que sempre foi dada a região Norte do país.

Informe-se, exista.

Renan Aversani

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