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Mudanças ministeriais refletem Bolsonaro acuado e enfraquecido.

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As mudanças ministeriais realizadas nesta segunda (29), a toque de caixa no governo Bolsonaro demonstram um presidente acuado e enfraquecido; Centrão sai fortalecido.

Nesta segunda feira (29), Bolsonaro anunciou seis trocas de ministros em seu governo, a toque de caixa. As mudanças ministeriais ocorreram nos ministérios das Relações Exteriores, Defesa, Casa Civil, Secretaria de Governo, Advocacia Geral da União e no ministério da Justiça.

Acuado pelo desempenho desastroso na pandemia e, principalmente, por cobranças do Congresso, o presidente da República moveu, num único dia, seis peças no tabuleiro ministerial.

Após forte cobrança de diversos setores da economia, do Congresso e do Senado, Bolsonaro se viu obrigado a realizar mudanças no governo em aceno ao Centrão. Bolsonaro se sentiu ameaçado no cargo por conta de frases e movimentações do setor político.

O desastre de seu governo motivou tardias reações em alguns setores importantes do país, porém reações mais que necessárias. Confira quais foram as mudanças ministeriais feitas pelo presidente:

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Relações Exteriores

Nas Relações Exteriores a saída de Ernesto Araújo já era esperada e envolveu uma crise política entre o então ministro, Congresso Nacional e Senado Federal. Ernesto Araújo não tinha como se manter no cargo por sua incompetência à frente da pasta e suas teorias olavistas que a cada dia demonstravam desastrosas para o país. Para sua vaga, assumirá o cargo Carlos França.

Ernesto de Araújo não agradava a ninguém e suas atuações eram péssimas para o país, retardando a compra de vacinas e isolando o país. Araújo foi embora tarde demais, já manchou a imagem do país no exterior.

Ministério da Defesa

No ministério da Defesa a saída de Fernando de Azevedo e Silva surpreendeu a todos. Para fazer uma reforma ministerial, Bolsonaro pediu o cargo a Azevedo, ministro da Defesa desde o início do governo, em janeiro de 2018. A demissão de Azevedo e Silva demonstra que Jair Bolsonaro deseja ter maior influência política nos quartéis, o que Azevedo e Silva era contrário.

Em trecho de sua nota de demissão, Fernando de Azevedo e Silva deixa claro que prezava pela independencia das forças armadas, deixando a entender que sua saída foi por esse motivo.

Nesse período, preservei as Forças Armadas como instituições de Estado

Fernando de Azevedo e Silva, ex-ministro da Defesa

Essa demissão demonstra uma tentativa autoritária de Bolsonaro, que chegou a insuflar um possível uso das forças armadas para seus interesses políticos. Algumas fontes dizem que o motivo da demissão foi o fato de Azevedo e Silva ter sido contrário a politização dos quartéis.

Com a saída de Fernando Azevedo e Silva, os três comandantes das forças armadas, Edson Pujol (Exército), Ilques Barbosa (Marinha) e Antônio Carlos Moretti Bermudez (Aeronáutica) decidiram entregar os cargos para o próximo ministro, Braga Netto.

A saída do general Fernando Azevedo e Silva foi recebida com preocupação por integrantes da ativa e da reserva das Forças Armadas e vista como algo além de uma troca para acomodação de espaços no primeiro escalão do governo.

Fiquemos atentos aos próximos passos. Será que Braga Netto se sujeitará ao papel de mau General e politizará as forças armadas em favor de Bolsonaro, que já disse algumas vezes que o exército é seu? Esse arroubo autoritário de Bolsonaro preocupa o sistema democrático. Tem cheiro de golpe.

Ministério da Justiça

No ministério da Justiça a mudança foi a saída de André Mendonça, que irá parar na AGU (Advocacia Geral da União). Em seu lugar assumirá Anderson Torres, delegado da Polícia Federal.

Casa Civil

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Na Casa Civil com a ida de Braga Neto para a Defesa, assumirá Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo. Eduardo Ramos dará sua vaga para a deputada Flávia Arruda (PL-DF).

Secretaria de Governo

Na Secretaria de Governo passará a ocupar o cargo a deputada federal Flávia Arruda (PL-DF), em substituição ao general Luiz Eduardo Ramos. A deputada é indicação direta do Centrão e de Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados.

Flávia Arruda é muito próxima do ex-deputado Waldemar Costa Neto, presidente do PL. Waldemar Costa Neto, aliado ao governo Bolsonaro foi condenado no caso do mensalão e é réu por corrupção passiva, peculato e fraude à licitação. O Centrão consegue emplacar uma indicação direta dentro do Planalto e será peça fundamental para o centrão ditar as regras do jogo.

Advocacia Geral da União

Para a AGU (Advocacia Geral da União) sai José Levi para a chegada de André Mendonça. André Mendonça é muito bem quisto por Bolsonaro e sua família já que se mostrou fiel à Bolsonaro e mesmo como ministro da justiça agia como advogado de defesa de Bolsonaro e família, uma vergonha. Agora Mendonça foi para o lugar que deveria estar, na AGU.

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