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Instituto Butantan e o soro anti-covid: Ciência que salva vidas.

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Instituo Butantan diz ter concluído envio de documentos à Anvisa para testar soro anti-Covid em humanos. Objetivo do soro é amenizar sintomas da doença nas pessoas já infectadas.

Instituto Butantan desenvolve desde o ano passado um soro anti-covid para amenizar os efeitos da Covid-19 em pacientes infectados e impedir internações; o soro não é capaz de curar nem de prevenir a doença.

O estudo para a produção do soro é coordenado pelos médicos Esper Kallás e José Medina, da Universidade de São Paulo (USP).

O soro é um concentrado de anticorpos produzidos em cavalos, que atua diretamente no vírus. A aplicação do soro é prevista para o indivíduo que é infectado e começa apresentar sintomas. Isso impede que a doença progrida para casos graves.

O soro já está sendo produzido em rotina no Instituto Butantan e aguarda liberação para entrar em linha de produção e ser testado em seres humanos.

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O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, disse nesta quarta-feira (24) que o Instituto concluiu o envio dos documentos exigidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na solicitação para realizar um estudo clínico do soro anticoronavírus.

Processo

O vírus inativo não provoca danos aos cavalos nem se multiplica no organismo, mas estimula a produção de anticorpos.

Os técnicos retiram o plasma do cavalo, que faz parte do sangue do animal, e levam para a sede do Butantan, na Zona Oeste de São Paulo. Os anticorpos são separados do plasma e se transformam em um soro anti-Covid. Os cavalos, além de ajudarem a produzir o soro, participaram dos testes.

Uma vez autorizados, segundo o diretor, os testes serão feitos inicialmente com pacientes transplantados de rim, no Hospital do Rim, e em pacientes comorbidades no Hospital das Clínicas.

No início de março, Dimas Covas disse que os testes feitos em animais apontaram que o soro é seguro e efetivo.

Estudo

O processo de fabricação do soro foi iniciado em uma fazenda do Instituto Butantan com os animais. A última fase de testes ocorreu em janeiro, quando os pesquisadores passaram a testar o vírus ativo da Covid.

“O soro foi inteiramente produzido no Butantan. O vírus foi isolado, inativado, e finalmente levado a imunizar os animais. O Butantan tem uma fazenda com 650 hectares e lá nós mantemos uma tropa de 800 cavalos”, disse Dimas Covas em coletiva de imprensa no dia 5 de março.

“Alguns animais foram submetidos a esse vírus e na sequência produziram anticorpos. Esse plasma desses animais foi coletado e aí processado nas nossas instalações, dando origem ao produto.”

O Butantan já tinha usado o vírus inativado da doença para o estudo em cavalos.

O vírus foi isolado em um laboratório de segurança máxima, no caso o da USP, que tem essa certificação, e injetado em roedores. Os estudiosos observaram quanto tempo levava para o animal produzir os anticorpos e como eles agiam para barrar o coronavírus.

Os testes para produzir o soro anti-Covid começaram em 2020. Seguiram o mesmo caminho da fabricação de outros soros, como o antiofídico, para picadas de cobras.

O Instituto Butantan é referência mundial na produção de soros e vacinas.

Viva a Ciência! Use máscara e evite aglomerações.

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