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Governo maqueia números da covid-19

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Governo omite os números da Covid-19 em seu portal e quebra confiabilidade e transparência.

Governo Bolsonaro informa números contraditórios sobre covid-19 em seu portal. Após diversas mudanças na pasta do ministério da saúde, que segue sem um ministro, dados são maquiados e “pedalada sanitária” escamoteia os dados sobre a pandemia.

Após alterar e atrasar na semana passada os horários de divulgação de mortes e infecções por covid-19, anteriormente divulgados entre as 17h e as 19h, agora divulgados após as 22h, o governo alegou que mudança feita foi para evitar subnotificação. O presidente falou em discurso que mudança foi para evitar que os jornais noticiassem os números durante noticiário.

O Ministério da Saúde divulgou neste domingo(7), números contraditórios sobre a doença no país. As mudanças foram vistas como tentativa de maquiagem e omissão nos dados para criar um cenário falso no país.

Em primeiro documento divulgado, pasta falava em 1.382 óbitos– recorde para um domingo; depois, em seu site, o ministério da saúde divulgou que eram 525 mortes em 24 horas. Os números são contraditórios aos emitidos pelas secretarias de saúde que reúnem todos os dados.

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O Conass fez duras críticas as novas políticas de divulgação dos dados sobre a Covid, além de políticos e imprensa.

Divulgação vinha sendo constantemente criticada pelo presidente durante gestões anteriores do ministério da saúde. Agora, com as mudanças na cúpula do ministério, divulgação dos dados omitem dados.

Diante o descrédito nos dados do Governo Federal, as secretarias estaduais, junto dos portais da imprensa profissional começaram no fim de semana a fazer levantamento próprio após o governo atrasar divulgações, deixar de dar somatórios e considerar que só deveria divulgar os óbitos nas últimas 24 horas, deixando de incluir históricos.

Mudanças vão parar na Justiça

Visto que os princípios da administração pública expressos na Constituição denotam a necessidade de transparência dos atos de gestão pública. Guiada pelos princípios fundamentais, a administração pública, a partir da publicidade dos seus atos, cumpriria objetivamente o que preconiza a Constituição no seu artigo 5º, inciso XXXIII, quando estabelece que “todos têm o direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado”.

A publicidade, portanto, tem o condão de evidenciar a objetivação da aplicação dos princípios constitucionais da administração pública, dando a necessária noção de transparência na condução da coisa pública exigida pela sociedade.

O Ministério Público Federal abriu procedimento extrajudicial para apurar o atraso e a omissão na divulgação de dados sobre o novo coronavírus no País. A Defensoria Pública da União foi à Justiça Federal de São Paulo para obrigar o governo a apresentar os dados como se fazia até sexta-feira. Nessa linha, os partidos de oposição planejam acionar o Supremo Tribunal Federal.

Informação é fundamental, principalmente em uma turbulência como essa em que vivemos. O Jornal Analítico, junto aos veículos da imprensa, a favor da transparência dos dados colocou em sua página inicial a tabela dos dados divulgados pelo Conass com atualizações em tempo real sobre os números da Pandemia no Brasil.

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