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A frente governamental contra Covid-19 no Brasil, uma necessidade.

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A frente governamental contra Covid no Brasil; Governadores criam frente governamental para atravessar a crise que Bolsonaro aprofunda.

Não é a primeira vez que nasce uma frente governamental quando um governo se mostra inepto e sem condições de governar, seja por motivo político (que não é o caso, já que Bolsonaro tem o Centrão ao seu lado), ou motivo simples de pura incapacidade intelectual e cognitiva, esse sim seria o caso de Bolsonaro.

Na história do Brasil tivemos durante o Império, o período regente (1831 – 1840), em que fora formado uma tríplice regência que governaria para o Imperador Don Pedro II, que na época era incapaz de governar devido sua pouca idade. Criou-se então um governo de transição para tomar as decisões importantes, pois o imperador não tinha condições de tomá-las por sua minoridade etária.

Outro capítulo na história brasileira em que criou-se uma espécie de “Política dos Governadores” para governar por incapacidade do governo em fazê-lo foi durante a Republica velha, em que coronéis nos Estados asseguravam o apoio ao governo central desde que este não provocasse os Estados. O governo só conseguiria governar com os coronéis ao seu lado.

Porém, dessa vez o motivo de se criar uma espécie de governo paralelo é nobre, a necessidade gigante e nada parecida com as anteriores.

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Não seria um governo que deslegitimasse o atual governo federal, eleito, mas um governo paralelo para salvar o país da morte. Deste governo paralelo, os senhores governadores adotariam políticas conjuntas de enfrentamento à Covid-19 para sobreviver ao poder de destruição de Jair Bolsonaro. Veja o tamanho do buraco em que estamos metidos.

Bolsonaro é tão incompetente que conseguiu fazer com que governadores propusessem uma frente ampla governamental que irá realizar medidas e decisões contra a pandemia.

É surreal! Mesmo ele tendo o apoio do centrão nas câmaras legislativas, Bolsonaro conseguiu criar um governo paralelo ao seu, que vai tentar salvar vidas, coisa que ele deveria fazer, mas não faz. É algo inédito na história do país.

Nada menos de 21 dos 27 governadores, independentemente das bandeiras partidárias — alguns, pasmem, são aliados políticos de Bolsonaro — concordam em anunciar ações conjuntas, já que do governo federal não dá pra esperar mais nada. E procurarão, na medida do possível, amparar uns aos outros.

Os chefes dos Executivos estaduais discutem um “pacto nacional” para a adoção simultânea de iniciativas para o isolamento social e a formação de um consórcio para conduzir a negociação de compra de vacinas contra a covid-19. O grupo também cogita estabelecer diálogo direto com organismo internacionais, como a OMS (Organização Mundial da Saúde).

Os governadores tentariam adotar, nos próximos tempos, não está definida a duração, ações comuns de distanciamento social e de restrição a determinadas atividades buscando frear a escalada da doença, que assume patamares que já hoje conduzem o sistema de Saúde ao caos.

O esforço é fazer com que as medidas sejam, tanto quanto possível, uniformes para que nenhum deles arque com o peso de adotar ações mais severas, tendo de enfrentar a máquina de moer reputações movida pelo governo federal nas redes sociais. Na liderança da depredação, Bolsonaro.

Para entenderem o tamanho do buraco em que estamos, no sábado e no domingo, por exemplo, o governo do Mato Grosso emitiu um alerta aos demais Estados em busca de leitos de UTI, mas não obteve resposta. As demais unidades da Federação não puderam atender ao chamado porque não há mais entes federados com vagas disponíveis para atender à demanda emergencial dos demais. Chegamos ao temido ponto do colapso generalizado.

A necessidade de se salvar o país da Pandemia e desse governo é urgente. Mais do que os mais de 265 mil mortos – que já é mais que motivo para se dar um fim a esse governo incompetente- , a falta de expectativa para um futuro assombra.

O futuro se apresenta de maneira assombrosa; o Brasil será um país em pedaços e que carregará nas costas por longos anos, décadas, o número de mortos e histórias ceifadas pela escolha tenebrosa de uma única pessoa, Jair Bolsonaro.

Uma economia quebrada com a população desempregada e vivendo na marginalidade, um país rejeitado no mundo, uma república dominada por corruptos e milicianos, um país de fanáticos religiosos que do cristianismo nada pregam. Um país sem investidores.

Como esse governo ainda respira?

Mais grave do que ter uma república que não tem presidente é a demonstração de como passar pano para um genocida. Em outras épocas por muito, mas muito menos, já teríamos o impeachment do presidente.

Setores econômicos, omissos! já passaram da hora de demonstrar repúdio e colocar as mangas de fora para demonstrar a insatisfação com o governo. Alguns setores da imprensa de direita ainda reluta em minimizar o desastre que é Bolsonaro, omissos!

O grupo político que faz o famoso toma lá da cá precisa acordar para a realidade do Brasil e deixar o egoísmo e os acordos sujos de lado. Esse projeto de poder já não tem condições de se manter, salafrários!

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O que mais falta? Apoio popular Bolsonaro não tem há tempos; seus 30% de fanáticos não justifica manter esse massacre.

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