O Jornal Analítico é um projeto profissional independente que busca através das notícias, opiniões e análises criar um senso crítico que amplie a capacidade de entendimento social do leitor. Sempre com a seriedade que o jornalismo profissional necessita. Amplie-se.

-Publicidade-

Crivella obtém liminar no TSE e volta a concorrer à reeleição

0

Crivella conseguiu junto ao TSE, liminar que permite que ele concorra normalmente à reeleição. Liminar foi concedida na noite desta segunda (12). Entenda o caso.

Parece mais uma notícia daquelas que até Deus duvida, ou então que vivemos em um universo paralelo e nada disso está acontecendo no Brasil, que era pra ser um país sério. Mas o prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos) – o chefe dos guardiões – obteve liminar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na noite desta segunda-feira (12), para suspender os efeitos de sua condenação por abuso de poder político e conduta vedada nas eleições de 2018.

A liminar foi concedida pelo ministro Mauro Campbell Marques, relator do pedido feito pela defesa de Crivella, que é capitaneada pelo ex-ministro Admar Gonzaga. Além de ex-ministro da Corte, Admar é secretário-geral do partido Aliança pelo Brasil, lançado pelo presidente Jair Bolsonaro, que oferece apoio a Crivella na campanha pela reeleição.

Crivella era considerado inelegível devido à condenação no TRE-RJ. Com a liminar obtida nesta segunda na instância superior, Crivella volta a ser considerado “ficha limpa” e precisa apenas resolver questões burocráticas para ter seu registro deferido.

O nível é baixo e o discurso contra corrupção, mentira.

PUBLICIDADE

Que Bolsonaro apoia Crivella, disso não há dúvidas. Tanto que seus filhos se filiaram ao Republicanos, partido de Crivella. Na votação do impeachment de Crivella, por exemplo, Carlos Bolsonaro (Republicanos) votou para salvar a pele do prefeito. Jair Bolsonaro, num gesto de apoio à Crivella concedeu Admar Gonzaga, advogado e ex-ministro da corte do TSE, para defendê-lo na suprema corte eleitoral. Admar é secretário-geral e cabeça do partido Aliança pelo Brasil, de Bolsonaro.

A ética, a ficha limpa e a luta pela impunidade passam bem longe do presidente, seus filhos e seus apoiadores. Corruptos e enganadores.

Vale lembrar que o partido Aliança pelo Brasil, ainda não tem assinaturas suficientes para concorrer às eleições e há indícios de compra de assinaturas. Apoiadores de Jair Bolsonaro distribuíram camisetas com a imagem do presidente em troca de assinaturas.

Anunciadas como “gratuitas”, as camisetas, na verdade, tinham um preço: os interessados tinham que assinar uma ficha de apoio à criação do partido Aliança pelo Brasil, de Bolsonaro. Pratica pode ser considerada Compra de votos.

Entenda a condenação de Crivella

A condenação, proferida pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) no fim de setembro de 2018, havia tornado Crivella inelegível por oito anos, com base na Lei da Ficha Limpa.

Crivella
Foto: Gabriel Monteiro / Agência O Globo

O atual prefeito havia sido condenado pelo TRE-RJ, de forma unânime, por participar de um comício eleitoral de seu filho na quadra da escola de samba Estácio de Sá, em setembro de 2018, que reuniu funcionários da Comlurb, empresa municipal de limpeza. 

Curral eleitoral carioca

O carioca sempre foi um mau eleitor, vale observar seus últimos governantes e seus representantes no legislativo – Bolsonaro e seus filhos se encaixam nessa bacia de más escolhas e os escândalos da Alerj provam tal afirmação.

crivella
 Foto: Folhapress / Fotoarena / Nayra Halm

O Rio é abandonado por seus representantes há anos, tomado por milícias e facções criminosas sofre com os altos níveis de violência e de desigualdade social.

O carioca vai de mal a pior nas eleições desse ano: Eduardo Paes (DEM) e Marcelo Crivella (Republicanos). Eduardo Paes, também viveu situação parecida de Crivella, ambos são adversários na disputa pela prefeitura do Rio e pelo incrível que pareça, lideram as pesquisas de intenção de voto.

Em 2018, o ex-prefeito Eduardo Paes (DEM) obteve liminar no TSE para suspender uma condenação que o havia tornado inelegível. Com isso, conseguiu disputar as eleições daquele ano ao governo do estado. A liminar foi concedida pelo ministro Jorge Mussi, e o mérito do caso ainda não foi julgado pelo plenário da Corte até hoje.

Ou o eleitor se qualifica ou esses abortos eleitorais continuarão.

PUBLICIDADE

você pode gostar também

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.

doze + 5 =