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COP26, porque ela interessa a todos?

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COP26 discute o combate à mudança climática num momento decisivo para o planeta. Resultado de negociações deve afetar áreas como meio ambiente e economia.

Representantes de governos, setor privado e sociedade civil estão reunidos na cidade de Glasgow, na Escócia, para a COP26, a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, que vai até 12 de novembro.

Após alertas recorrentes de diversos cientistas sobre a aceleração dos impactos das mudanças climáticas em nosso planeta, autoridades tem na COP26 ultimato para mudar o destino do planeta, para o bem ou para o mal.

Adiada de 2020, devido a Pandemia da Covid-19, evento ocorre em 2021 com alertas de urgência para mudanças radicais em políticas mundiais de meio ambiente e consumo. Evento é encarado por especialistas como primordial para evitar catástrofes no clima do planeta.

O que é a COP?

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Conferência das Partes (COP – Conference of the Parties) é o órgão supremo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, adotada em 1992.

É uma associação de todos os países membros (ou “Partes”) signatários da Convenção, que, após sua ratificação em 1994, passaram a se reunir anualmente a partir de 1995, por um período de duas semanas, para avaliar a situação das mudanças climáticas no planeta e propor mecanismos a fim de garantir a efetividade da Convenção.

A COP deve examinar as obrigações das Partes e os mecanismos institucionais estabelecidos, promover e facilitar o intercâmbio de informações sobre medidas adotadas pelos países membros para enfrentar a mudança do clima e seus efeitos, promover o desenvolvimento e avaliar o aperfeiçoamento periódico de metodologias comparáveis para elaboração de inventários de emissões de gases de efeito estufa e avaliar a eficácia de medidas para limitar as emissões e aumentar a remoção desses gases.

A COP26 tem como principal objetivo terminar de regulamentar o Acordo de Paris e renovar os planos para redução da emissão dos gases responsáveis pelo efeito estufa.

Assinado por todos os países que estiveram na COP em 2015, o Acordo de Paris é o primeiro tratado universal de combate à mudança do clima. O principal objetivo do texto é limitar o aquecimento global a menos de 2 ºC ou, idealmente, a 1,5 ºC até 2100 em relação aos níveis pré-industriais.

A temperatura média da Terra aumentou 1,09°C até 2020 em relação aos níveis pré-industriais, entre os anos 1850 e 1900.

De acordo com projeções de diversos estudos, o planeta vive uma emergência climática e caso nada for feito, a temperatura média prejudicará muito o futuro do planeta e isso mudará ecossistemas inteiros, afetando milhões de pessoas e espécies.

Além de reafirmar as metas do Acordo de Paris, os países também devem discutir na COP26 outros temas ainda não resolvidos que tratam sobre mercados de carbono, e o financiamento climático de países ricos para os mais pobres, que são mais vulneráveis à crise.

Por que a COP interessa tanto?

Apesar de parecerem distantes do dia a dia, o Acordo de Paris e as discussões que estão na pauta da COP26 tratam de temas com grande impacto sobre áreas como a economia, o meio ambiente e os modos de vida adotados hoje.

Os países que decidirem abandonar combustíveis fósseis como petróleo e carvão para reduzir suas emissões de gases de efeito estufa, por exemplo, provavelmente promoverão mudanças nas indústrias, nos transportes, nos empregos e no modo como se usa energia elétrica.

Brasil isolado

Com o desmatamento em alta na Amazônia e desmonte das políticas ambientais desde o início do governo de Jair Bolsonaro, o país chega à COP26 isolado politicamente e com má reputação na área ambiental.

As políticas ambientais do governo são visíveis quando observamos os desmontes em órgãos responsáveis por combater o desmatamento, a grilagem de terras e fiscalizar crimes ambientais, além de mudanças na legislação que flexibilizaram e afrouxaram as leis.

Relatório da ONU mostrou que o Brasil foi um dos únicos a recuar em sua meta para o Acordo de Paris, sugerindo, na proposta mais recente, lançar mais emissões do que havia dito em 2015.

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O Observatório do Clima mostrou que, enquanto na média global as emissões caíram 6,7% em 2020 por conta da pandemia, no Brasil elas aumentaram 9,5%. O principal responsável pela alta foi o desmatamento.

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