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Brasil se destaca por sua péssima gestão, mais uma vez.

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O Brasil se destaca por sua péssima gestão, mais uma vez. Parece que a casta política e empresarial do país tem um único objetivo, serem péssimos! Confira a análise.

Nenhum país do mundo, nem o mais liberal de todos, os EUA, liberou a venda de vacinas para os empresários, pois permitir uma segunda via de vacinação iria gerar uma desigualdade sem precedentes. A OMS, as fabricantes de vacinas, os órgãos de saúde e governamentais do mundo inteiro já se mostraram contrários à política de “privatizar a vacinação” e com razão, pois é obrigação dos Governos prover uma vacinação igualitária.

Algumas das principais fabricantes de vacinas, por meio do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma), afirmaram em nota na semana passada que estão negociando e fornecendo vacinas apenas para governo federais e organismos públicos internacionais de saúde. “Desta forma, neste momento, nenhuma empresa ou pessoa física está autorizada a negociar em nome destas empresas fabricantes de vacinas contra a Covid-19 com nenhum ente público ou privado, seja direta ou indiretamente”.

No mundo, a gestão e o controle da vacinação é uma questão ética e moral, mas como estamos no Brasil – e aqui essas duas palavras não existem – o lobby empresarial no congresso resolveu criar mais um meio de aumentar a desigualdade no país; ao que tudo indica, o Brasil irá liberar a compra de vacinas pelos endinheirados e deixar ao relento os que dependem do governo federal e toda sua incompetência já comprovada.

A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta terça-feira (06/04), o texto-base de um projeto de lei que regulamenta a compra de vacinas contra a covid-19 pelo setor privado. O texto vencedor, por 317 votos a 120, foi um substitutivo da deputada Celina Leão (PP-DF), que se sobrepôs ao projeto original do deputado Hildo Rocha (MDB-MA). O texto seguirá para avaliação do Senado.

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O texto aprovado em votação na câmara prevê que a mesma quantidade de vacinas adquiridas por empresas para imunizar seus empregados, associados e prestadores de serviços, deve ser doada ao Sistema Único de Saúde (SUS) – Hoje, a legislação já permite a compra dos imunizantes por pessoas jurídicas. No entanto, a regra é que todo o estoque deve ser doado ao SUS até que seja concluída a vacinação dos grupos prioritários.

Além disso, podem ser compradas vacinas que não tenham sido aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas que já tenham aval de agências estrangeiras certificadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

E pensar que no Brasil criou-se um debate de vida ou morte sobre a compra de vacina que obrigatoriamente fosse aprovada pela Anvisa, caso o contrário não seria feito compra de vacinas, mesmo que aprovadas em outros órgãos de saúde no mundo.

Essa discussão na época, muito subsidiada pelas asneiras que o presidente da República dizia a respeito da vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês, Sinovac, era conveniente ao presidente da República em seu jogo político, pois colocava em dúvida a vacina desenvolvida por seu adversário político.

Percebemos agora que o discurso da imbecialidade é seletivo, apenas para subsidiar a claque de Jair Bolsonaro, que se encarrega de disseminar as falácias de seu mito/mico.

O Congresso ao invés de aceitar o lobby dos empresários que só pensam em retomar seus lucros, apenas, deveria cobrar e pressionar de verdade o Governo Federal para que ele tome as medidas eficazes no combate à Pandemia (já passou da hora para tal), e não criar novos meios de desigualdade social e terceirizar a obrigação de vacinar a população.

Os empresários mostraram a ética e a moral deles quando tiveram oportunidade de comprar vacinas e doarem ao SUS, mas não o fizeram. Eles não estão interessados na saúde da população, mas apenas no seu próprio lucro. Vale o registro.

O lema no Brasil é esse: Salve-se quem puder, quem não puder, dane-se!

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