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BOMBA: Vazamento na Furna da Onça, Ramagem e Bolsonaros. Fatos corroboram versão de Sérgio Moro. Entenda!

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Contextualizar e entender é muito importante. Complexo, mas tente acompanhar, quase um roteiro de filme que corrobora a intenção de interferência na PF por Jair Bolsonaro, denunciada por Moro. Gravíssimo.

O empresário Paulo Marinho, suplente de Flávio Bolsonaro, ex-aliado e um dos patrocinadores de campanha eleitoral de Jair Bolsonaro; denunciou sábado (16), para reportagem de Mônica Bergamo, que ENTRE o primeiro e o segundo turno das eleições, Flávio Bolsonaro havia sido avisado por um Delegado da PF sobre a operação chamada de Furna da Onça que seria deflagrada após o segundo turno e que atingiria gabinete de Flávio Bolsonaro, pois seria abastecida por um relatório de inteligência do COAF.

Tal relatório de inteligência do COAF tinha o nome de Fabrício Queiroz e sua filha, Nathália. Foi no âmbito dessa investigação que se chegou ao extrato bancário de Fabrício Queiroz, evidenciando que ele operava a “rachadinha” no gabinete de Flávio, investigada no âmbito estadual. Ele mesmo o admitiu.

BOMBA: Vazamento na Furna da Onça, Ramagem e Bolsonaros. Fatos corroboram versão de Sérgio Moro. Entenda!
📷 O Estadão

O delegado da PF teria sugerido que os Bolsonaros se livrassem de pai e filha;

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De fato, no dia 15 de outubro, entre o primeiro e o segundo turnos e antes de ser deflagrada a Operação Furna da Onça, Queiroz pai foi exonerado do gabinete do Bolsonaro filho, e a Queiroz filha foi exonerada do gabinete do Bolsonaro pai;

Furna da Onça , o que é a Operação?

O nome é referência a uma sala que fica ao lado do plenário, aonde deputados costumam ir para reuniões rápidas ou para encontrar visitantes. A Operação foi deflagrada em 8 de novembro de 2018 — DEPOIS, PORTANTO, DO SEGUNDO TURNO — para apurar um esquema monitorado pelo ex-governador Sergio Cabral para distribuir propinas na Assembleia Legislativa do Rio.

Segundo denuncia de Paulo Marinho, Flavio teria sido avisado por um Delegado da PF —UMA SEMANA DEPOIS DO PRIMEIRO TURNO— portanto, antes da deflagração da Operação da PF que usaria o relatório do MPRJ (que tinha os nomes de Queiroz e a filha) para abastecer investigação. A filha de Queiroz trabalhava no gabinete do então Deputado Federal Jair Bolsonaro.

A Operação Furna da Onça não tinha Flávio Bolsonaro como alvo, porém essa operação utilizaria planilha e relatórios de inteligência do COAF, que abasteceram a investigação do MPRJ sobre as rachadinhas, que tinham Queiroz e Nathalia como investigados.

Sabendo destes fatos, vamos lá! É complexo


A Operação Furna da Orça é um desdobramento da Operação Cadeia Velha, deflagrada em novembro de 2017, também para apurar propinas pagas pelo esquema de Cabral — nesse caso, na área de transportes.

A gente ainda não sabe quem é o delegado que cometeu o crime de vazar a operação para Flávio, que avisou Bolsonaro.

Mas dá para saber quem é o delegado que chefiou a Operação Cadeia Velha! Tal delegado atende pelo nome de, pasmem: ALEXANDRE RAMAGEM. Coincidência? A Operação Cadeia Velha reuniu informações que levaram, então, à operação Furna da Onça, que posteriormente chegou á Fabricio Queiroz e as rachadinhas.

Sim, RAMAGEM é o delegado que passou a cuidar da segurança pessoal de Bolsonaro, que foi levado depois para a assessoria da Secretaria de Governo, saltando de lá para o comando da ABIN e que o presidente queria pôr no comando da PF, de onde vazara a informação…

Com tantos delegados na PF, por que (aí vem a tal intenção que Moro levanta em seu depoimento) Bolsonaro escolhera justamente Ramagem para colocar no comando do órgão?

Marinho durante entrevista para Mônica Bergamo é indagado por que acha que Bolsonaro tem tanto interesse na PF do Rio, ele responde: “Eu tenho até datas anotadas e vou ser bem preciso no relato que vou fazer, porque talvez ele explique a sua pergunta”;

Todos esses fatos corroboram, carimbam e somam peças que evidenciam as denúncias feitas por Sérgio Moro sobre qual seria a intenção de Jair Bolsonaro trocar a superintendência da PF do RJ. A interferência era para proteger a família e amigos.

Próprio Bolsonaro cita isso no vídeo da reunião ministerial do dia 22 de Abril:

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“Não vou esperar foderem alguém da minha família. Troco todo mundo da segurança. Troco o chefe, troco o ministro”.

Deve-se divulgar todo o conteúdo da reunião, na íntegra. As ameaças e as pressões eram constantes para trocar a diretoria geral da PF e superintendência do Rio. E agora os fatos estão sendo ligados para mostrar a real intenção para tais trocas. O cerco se fecha para Bolsonaro e família.

Renan Aversani

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2 Comentários
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