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Bolsonaro só faz passar vergonha e gastar dinheiro público

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A ida de Bolsonaro à Nova York só trouxe duas coisas: vergonha e gasto.

Primeiro deve se dizer que nada de inteligente pode se esperar de Bolsonaro, deve ser por isso que odeia e critica o gigante Paulo Freire que completou seu centenário essa semana. Bolsonaro é muito pequeno para entender Paulo Freire.

Dito isso, vamos ao assunto que dominou, infelizmente, os noticiários mundiais: A vergonha que é ter Bolsonaro como figura política. Sim, o mundo sabe o que nós enfrentamos e sabe do vazio mental e mentiras de Jair.

Levantamento divulgado em fevereiro pela consultoria de gestão de imagem Curado & Associados mostrou que 92% de 1.179 textos publicados nos sete veículos estrangeiros mais relevantes do mundo ao longo de 2020 foram desfavoráveis ao governo brasileiro, cujo mandatário foi classificado como “incompetente”, “vulnerável” e “irresponsável”.

Isso é o exato oposto de ter a “credibilidade recuperada diante do mundo” que Eduardo Bolsonaro escreveu no texto que seu pai leu na Assembleia Geral da ONU. Patético. Aliás, onde estão os assessores para boicotar essas sanidades?

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No discurso proferido por Jair Bolsonaro no tradicional discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU, o silêncio seria menos prejucial. Bolsonaro, além de mentir, destrói e corrói a credibilidade do país mundialmente. Com um discurso escrito por seu filho, o tal do Tonho da Lua, voltado para o cercadinho, Bolsonaro fez com que tivéssemos vontade de nos esconder, tamanha vergonha.

A necessidade de falar para sua claque é a sobrevivência política de Bolsonaro. Se cobrir, dá um circo e se cercar, um hospício.

Mais uma mentira que Bolsonaro disse foi a de que o país é “um dos melhores destinos para o investimento estrangeiro”.

O Brasil foi o país da América Latina que teve a maior queda de investimentos estrangeiros em 2020, segundo o Monitor de Tendências de Investimentos Globais divulgado em junho pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento.

A pandemia prejudicou os investimentos em todos os países da América Latina, mas foi o Brasil que mais sofreu — o que não surpreende, dado a ineficiência, negligência e péssima gestão, além de que nenhum vizinho tem um presidente com 136 pedidos de impeachment no Congresso e que, dia sim, dia não, ameaça suspender as eleições no país.

O baixo volume de investimentos faz a circulação do dólar diminuir, o que deprecia o real e empurra os preços para cima. A inflação alta força o aumento dos juros, que, por sua vez, aumenta o endividamento do país e o problema fiscal — novamente afugentando investidores.

Ao invés de trabalhar, ou pelo menos não atrapalhar, Bolsonaro sobe ao palco da ONU para envergonhar seu país dizendo coisas sem pé nem cabeça. Foi bizarro. O Brasil tem um amador na presidência.

Ao olhar Bolsonaro discursar da até pra ver o capacete de alumínio enrolado na cabeça.

Bolsonaro só faz passar vergonha e gastar dinheiro público
Cena do filme Sinais (2002)

O resto do discurso de Bolsonaro não merece nem ser citado, por se tratar de falácia e de Fakenews.

Sua ida à Nova York ainda teve o episódio da pizza na rua – que por não ter se vacinado e em países sérios, os estabelecimentos não autorizam a entrada de não vacinados – Bolsonaro teve que comer na sarjeta, ele e todos de sua comitiva.

A comitiva aliás, mais parece um apanhado de Bobos da corte, que além de gastarem verba pública, espalharam Covid por Nova York. Vexame, deprimente.

Verba pública que Bolsonaro gasta com muita frequência. Entre janeiro e agosto deste ano, os gastos com o cartão corporativo do presidente da república atingiram R$ 5,8 milhões. O valor é o maior da série histórica, iniciada em 2001, quando os presidentes passaram a utilizar a verba. 

Se passar vergonha pouca é pouca coisa, Bolsonaro se superou no encontro com Boris Johnson, primeiro ministro britânico, em que o brasileiro se envergonhou ao confessar não ter se vacinado e ouviu do britânico que a vacina salva vidas. Teve que ouvir o óbvio.

Claro, não poderia esquecer do detalhe que chamou muito a atenção: Após receber Bolsonaro, o pulpito da ONU foi higienizado. O procedimento não havia sido realizado anteriormente, apenas após a passagem do brasileiro. Icônico.

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