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Absurda a decisão do ministro Tubaína

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Absurda a decisão do ministro do STF Nunes Marques ao liberar aglomerações em cultos religiosos pelo país. Kassio Nunes Marques é o mesmo que “tomou muita Tubaína” com Bolsonaro. Confira análise.

O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou de forma monocrática neste sábado (4), que estados, municípios e Distrito Federal não poderiam editar normas de combate à pandemia do novo coronavírus que proíbissem completamente celebrações religiosas presenciais, como cultos e missas.

A decisão individual e absurda do ministro, tomada na véspera de domingo (5) de Páscoa, liberou cultos e missas em todo o país. Não bastasse a sandice e o desdém com a vida do brasileiro, Nunes Marques também determinou que governadores e prefeitos não poderiam exigir o cumprimento de normas já editadas que barrassem a realização de missas, cultos e reuniões de quaisquer credos e religiões.

Kassio Nunes Marques, o mesmo ministro indicado por Bolsonaro por ter tomado muita Tubaína com ele, acelera o encontro de fiéis com Deus, literalmente.

Atendendo a uma ação da Associação Nacional de Juristas Evangélicos (Anajure), que questionou decretos estaduais (Piauí e Roraima) e municipais (João Monlevade-MG, Macapá-AP, Serrinha-BA, Bebedouro-SP, Cajamar-SP, Rio Brilhante-MS e Armação dos Búzios-RJ) que suspenderam celebrações religiosas como medidas de enfrentamento à pandemia, Nunes Marques comete uma sandice em meio ao Caos que estão os hospitais e cemitérios por todo país.

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A decisão do ministro Tubaína foi recebida com perplexidade por todos, e não é por menos.

Nunes Marques ignorou toda e qualquer recomendação sanitária e para atender seus pares de grupos evangélicos e fazer um aceno à Bolsonaro, seu padrinho político – que já disse dezenas de vezes que é contra as restrições sanitárias – deu permissão para que bispos, pastores, padres ou seja lá como queiram chamar, matem seus fiéis. Absurdo.

A liberação de cultos e missas no país, mediante medidas de prevenção, ocorre no momento mais crítico da pandemia, que se aproxima de 330 mil mortes por Covid-19, com média móvel acima de 3 mil óbitos por dia e falta de leitos de UTI em hospitais pelo país.

A liminar terá de ser analisada pelo plenário do STF, em julgamento ainda sem data definida. Até lá o estrago já estará feito e milhares de pessoas virão a morrer pelo país em nome de uma certa “liberdade suicida”.

Repercutiu muito mal entre os ministros do STF a decisão de Nunes Marques.

O ministro Marco Aurélio de Mello recebeu com incredulidade a notícia e disse que a decisão de Nunes Marques gerou “perplexidade” porque, em sua opinião, ele teria assumido uma posição semelhante a de um governante num momento em que a pandemia ainda não atingiu o seu pico.

Para Marco Aurélio, Nunes Marques, no processo em que concedeu a liminar liberando cultos no país, não poderia ter tomado uma decisão monocrática e sim levado sua decisão ao plenário, assim como fará o Ministro Gilmar Mendes.

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deve indeferir nesta segunda-feira (05) um recurso que contesta a proibição de público em celebrações religiosas no estado São Paulo. O ministro deve ainda levar o caso imediatamente ao plenário pela sua relevância e pelo momento de agravamento da pandemia no Brasil.

Foto: Nelson Jr / STF

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